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26 de Fevereiro de 2019

Portugueses mais confiantes na economia e no emprego

Foi publicado o mais recente relatório sobre a opinião pública em Portugal relativamente à União Europeia, extraído do Eurobarómetro n.º 90 (trabalhos de campo realizados entre os dias 8 e 19 de novembro de 2018).

A análise dos dados recolhidos pelo Eurobarómetro permite constatar um desanuviamento das preocupações económicas que marcaram a opinião pública portuguesa na última década. A situação económica portuguesa e o desemprego são referidos por menos inquiridos que no passado, sendo atualmente o aumento dos preços/inflação/custo de vida e as áreas da saúde e segurança social as principais preocupações dos portugueses.

Cerca de um em cada três portugueses avalia a situação económica do país de forma positiva e três em cada cinco está satisfeito com a situação financeira da família. Em termos comparativos, Portugal está entre os países em que estas avaliações positivas são menos expressivas, embora se destaque das restantes democracias do Sul da Europa e dos padrões extremamente pessimistas identificados em anos recentes. Em termos de expectativas futuras sobre a economia do país ou a situação financeira familiar, a maioria dos portugueses não antecipa grandes alterações ao status quo.

Quanto à esfera política, e depois de uma tendência de crescimento que parece ter atingido o seu pico na primavera de 2018, há a reportar uma quebra quer na confiança nos partidos políticos, no governo e no parlamento, quer na satisfação com a democracia.

No que diz respeito às atitudes dos portugueses em relação à Europa, o sentimento de cidadania europeia continua a ser prevalecente, e as percentagens de portugueses que confiam na União Europeia e acham que a sua imagem é positiva ultrapassam os 50 %. A maioria dos portugueses rejeita a ideia de que o país poderia enfrentar melhor o futuro fora da União Europeia e está otimista em relação ao seu futuro.

A televisão destaca-se como o media de eleição para os portugueses – é a fonte mais frequentemente citada de informação sobre política nacional e sobre a União Europeia (retratada em quantidade suficiente para a maioria dos inquiridos), e, a par da rádio, o meio que merece mais confiança. Os media são vistos como plurais e metade dos portugueses não considera que existem pressões comerciais ou políticas, embora as opiniões se dividam no que respeita ao serviço público. Os cidadãos nacionais destacam-se da generalidade dos europeus por estarem menos conscientes da exposição a notícias falsas, menos preparados para identificá-las e menos preocupados com este fenómeno.

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