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18 de Setembro de 2020

Nova e ambiciosa missão de pioneirismo em matéria de supercomputação

No âmbito da agenda da Década Digital para reforçar a soberania digital da Europa, tal como anunciado pela Presidente Ursula von der Leyen no seu discurso sobre o estado da União, a Comissão propôs um novo regulamento relativo à Empresa Comum para a Computação Europeia de Alto Desempenho, com o propósito de manter e reforçar o papel de liderança da Europa no domínio da supercomputação e da computação quântica.

Apoiará atividades de investigação e de inovação no domínio das novas tecnologias, sistemas e produtos de supercomputação, promovendo as competências necessárias para utilizar a infraestrutura e criando a base de um ecossistema de craveira mundial na Europa. A proposta permitiria um investimento de 8 mil milhões de euros na próxima geração de supercomputadores, um orçamento substancialmente mais elevado, em comparação com o atual.

Tirando partido do sucesso da Europa em matéria de computação de alto desempenho da próxima geração, a supercomputação desempenhará um papel fundamental no caminho para a recuperação da Europa. Foi identificada como uma prioridade de investimento estratégica e apoiará toda a estratégia digital, desde a análise de megadados e a inteligência artificial às tecnologias de computação em nuvem e à cibersegurança. Além disso, numa recomendação também adotada, a Comissão insta os Estados-Membros a reforçarem a conectividade a redes ultrarrápidas e a desenvolverem uma abordagem comum para a implantação da tecnologia 5G.

regulamento visa atualizar o regulamento anterior do Conselho que criou a Empresa Comum para a Computação Europeia de Alto Desempenho em outubro de 2018. Permitirá à Europa manter um papel de liderança na corrida tecnológica rumo à próxima fronteira da supercomputação, nomeadamente:

  • supercomputadores à exaescala, capazes de realizar mais de um trilião (1018) de operações por segundo;
  • computadores quânticos e computadores híbridos, que combinam elementos de computação quântica e clássica, capazes de realizar operações que nenhum supercomputador consegue executar atualmente.

A Empresa Comum EuroHPC tornará os recursos europeus de supercomputação e de computação quântica existentes acessíveis a todos os utilizadores em toda a Europa, incluindo o setor público e os utilizadores industriais, em especial as pequenas e médias empresas (PME), independentemente do local onde se encontrem. O novo orçamento está atualmente em fase de negociação; será apoiado pelos programas Horizonte EuropaEuropa Digital e Mecanismo Interligar a Europa.

A supercomputação em ação
Esta infraestrutura de supercomputação poderá ser utilizada em mais de 800 aplicações científicas, industriais e do setor público da Europa.

No setor da saúde, nomeadamente na luta contra a pandemia de COVID-19, os supercomputadores já são utilizados para procurar terapias, reconhecer e prever a propagação da infeção e apoiar a tomada de decisões sobre medidas de confinamento. Em junho, o consórcio Exscalate4CoV, financiado pela UE, anunciou que o raloxifeno, um medicamento genérico já registado e utilizado no tratamento da osteoporose, poderá ser um tratamento eficaz para doentes com COVID-19 que apresentem sintomas moderados de infeção. Esta droga está agora pronta para ser utilizada em ensaios clínicos e o projeto continua a trabalhar noutras moléculas promissoras. Os supercomputadores ajudarão também os cientistas europeus a compreenderem melhor o metabolismo e o sistema imunitário humanos e conduzirão a progressos substanciais em domínios como a genómica, a conceção e o ensaio de novos medicamentos e contribuirão para combater doenças graves, incluindo o cancro e as infeções virais.

Além disso, esta infraestrutura de supercomputação contribuirá para a realização da iniciativa «Destino Terra» da UE, que introduz melhorias significativas nas previsões meteorológicas, no planeamento urbano e rural, na gestão dos resíduos e da água e na modelização do ambiente oceânico, marinho e da criosfera. Isto apoiará a transição ecológica, em conformidade com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu, contribuindo para a preparação para catástrofes ambientais de grande escala e situações de degradação ambiental, bem como para a gestão das mesmas.

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