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20 de Novembro de 2019

Inquérito Eurobarómetro especial sobre comércio internacional

De acordo com os resultados de um inquérito Eurobarómetro Especial publicado pela Comissão Europeia, 60 % dos cidadãos europeus consideram que o comércio internacional lhes traz vantagens pessoais; trata-se de um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao inquérito anterior, realizado há dez anos. O inquérito mostra igualmente que 71 % dos inquiridos creem que os interesses comerciais dos seus países são defendidos com mais eficácia pela UE do que por cada país agindo isoladamente.

O relatório de hoje abrange toda uma série de aspetos relacionados com o conhecimento, as perceções e as atitudes dos cidadãos europeus no que se refere ao comércio internacional, alguns dos quais se indicam a seguir:

  • Objetivos e prioridades da política comercial da UE: 54 % dos inquiridos entendem que a principal prioridade da política comercial da UE deve ser a criação de emprego na União. A defesa das normas da UE em matéria de saúde e de ambiente é também um aspeto importante para os cidadãos europeus, 50% dos quais o consideram uma prioridade. Trata-se de um aumento de 20 pontos percentuais em relação a 2010. Mais de metade dos europeus reconhece, ao mesmo tempo, que a política comercial da UE tem em consideração os impactos a nível social, ambiental e de direitos humanos na UE e no mundo.
  • Regras do comércio internacional são necessárias: três quartos dos cidadãos europeus concordam que o comércio internacional necessita de regras.
  • Confiança e transparência: seis em cada dez cidadãos acreditam que a UE executa a sua política comercial de forma aberta e transparente.
  • Vantagens do comércio: 54 % daqueles que consideram que o comércio internacional lhes traz vantagens justificam-no pelo facto de terem uma escolha mais alargada de produtos; para outros 36 %, a redução dos preços constitui a principal vantagem. Estas vantagens parecem ser mais concretas para os inquiridos mais jovens e para aqueles que têm um níveis de instrução e de rendimento mais elevados.
  • Equidade das trocas comerciais internacionais: um terço dos inquiridos considera uma ingenuidade pensar que os outros países respeitam as regras comerciais. Já mais de metade entendem que a UE deveria aumentar os direitos de importação sobre empresas ou países terceiros que não respeitam as regras do comércio internacional.

Os resultados do inquérito confirmam assim a concordância entre as prioridades formuladas pelos cidadãos da UE e as enunciadas pela União na sua estratégia «Comércio para Todos», prosseguida nos últimos cinco anos. Neste período, entraram em vigor 16 novos acordos comerciais, dois deles de grande importância, com o Canadá e o Japão, respetivamente.

O comércio internacional sustenta atualmente 36 milhões de postos de trabalho na UE, mais cinco milhões do que em 2014. A transparência e o desenvolvimento sustentável passaram a merecer maior destaque, e o ambiente e os direitos laborais são hoje a pedra angular da política comercial da UE. Algumas medidas protecionistas unilaterais tornaram ainda mais necessário que a UE intervenha e defenda os cidadãos europeus das medidas comerciais desleais e ilegais adotadas por países terceiros.

Hoje em dia, estão em vigor mais de 130 medidas de defesa comercial na UE, que contribuem para proteger 343 000 postos de trabalho na Europa.

Para mais informações:

Versão integral do relatório