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7 de Outubro de 2020

Comissão lança novo plano a 10 anos para apoiar os ciganos na UE

O novo plano a 10 anos, adotado pela Comissão Europeia, inclui uma proposta de recomendação do Conselho que visa apoiar os ciganos na UE. Este plano abrange sete domínios principaisigualdadeinclusãoparticipaçãoeducaçãoempregosaúde e habitação.

As novas metas definidas para cada domínio e as recomendações da Comissão aos Estados-Membros sobre a forma de as atingir são dois importantes instrumentos que servirão para acompanhar os progressos e garantir que a UE dá passos mais largos na prestação do apoio vital de que muitos ciganos que vivem na UE continuam a necessitar.

Embora o objetivo seja a igualdade plena, a Comissão propôs metas mínimas para 2030, partindo dos progressos realizados no âmbito do anterior quadro.

O objetivo é, nomeadamente:

  • reduzir para, pelo menos, metade a percentagem de ciganos com experiências de discriminação;
  • duplicar a percentagem de ciganos que apresentam queixa formal em caso de discriminação;
  • reduzir para, pelo menos, metade o fosso existente entre os ciganos e a população em geral no que respeita à pobreza;
  • reduzir para, pelo menos, metade as diferenças registadas no acesso à educação na primeira infância;
  • reduzir para, pelo menos, metade a percentagem de crianças ciganas que frequentam escolas primárias segregadas nos Estados-Membros com uma população cigana significativa;
  • reduzir para, pelo menos, metade o fosso existente no mercado de trabalho e as disparidades entre homens e mulheres no acesso ao emprego;
  • reduzir para, pelo menos, metade a diferença na esperança de vida;
  • reduzir no mínimo de um terço o fosso existente no acesso à habitação;
  • garantir que pelo menos 95 % dos ciganos têm acesso à água da torneira.

Para atingir estas metas, é fundamental os Estados-Membros levarem a cabo as políticas adequadas. A Comissão deu orientações aos Estados-Membros e estabeleceu uma lista de medidas a tomar para se avançar mais rapidamente no caminho da igualdade, inclusão e participação dos ciganos.

Estas orientações e medidas vão desde a criação de sistemas de apoio aos ciganos vítimas de discriminação, passando pela realização de campanhas de sensibilização nas escolas, pelo apoio à literacia financeira, pela promoção do emprego dos ciganos nas instituições públicas e pela melhoria do acesso a exames médicos de qualidade, à despistagem e ao planeamento familiar para as mulheres ciganas.

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